terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

HAPPY SLAPPING É o nome dado a um ataque, não-provocado, a uma vítima inocente.

Imagine que você está esperando pelo seu ônibus e é agredido por um total desconhecido; imagine ser cercado e espancado na escola até chegar ao chão e a filmagem disto tudo ser distribuída por sua comunidade, através de celulares ou pela internet. Esse é o mundo do
“HAPPY SLAPPING”. Happy = feliz; Slapping = tapa, bofetada
O que é o "Happy Slapping? É o nome dado a um ataque, não-provocado, a uma vítima inocente. Muitas vezes, os atacantes aparecem, dão uma única bofetada, um tapa ou um chute e tentam fazer tudo parecer uma piada, daí o termo "happy (feliz)”. Geralmente esses ataques são filmados ou gravados (muitas vezes utilizando a tecnologia do telefone móvel), e freqüentemente são também divulgados pela Internet.

Não há nenhuma boa razão para este tipo de ação, mas vários agressores explicaram que eles pensaram que seria algo engraçado, ou porque estavam entediados na época. Organizações que lidam com o Bullying especulam que estas pessoas esperam ganhar notoriedade com o que eles vêem como "gracinhas", com suas ações sendo transmitidas de celular para celular ou até mesmo pela Internet.
Nenhuma destas razões justifica este tipo de ataque e as autoridades policiais não acreditam que estes assaltos tenham uma desculpa qualquer. 
O “happy slapping” é um fenômeno desprezível que não é claramente apenas uma brincadeira: é crime!  Ataques deste tipo já têm ocorrido em toda parte, alguns culminando em agressões sexuais, estupros e até mesmo em morte. Os agressores são processados e as autoridades começam a puni-los com severidade, pois vítimas de "happy slapping" ou perderam suas vidas ou tiveram suas vidas irremediavelmente alterada pós-ataques. Como exemplo, citamos o caso de uma garota inglesa de 15 anos que, em 2008, tornou-se a primeira pessoa a ser processada e condenada por ter filmado um "happy slapping" (que provocou a morte de um homem inglês, atacado por dois de seus jovens amigos, de 19 e 17 anos e condenados a 7 e 6 anos de reclusão, respectivamente).
Se você for a vítima ou testemunha de um “happy slapping”, lembre-se que a coisa mais importante que você pode fazer é relatar o caso às pessoas de sua família e às autoridades.


Educação financeira é algo que se aprende na escola ou na vida?

O que é educação financeira? Não é aprender a guardar dinheiro, é aprender a gastar, é aprender a fazer escolhas. É muito normal você ver extremos: adultos que crescem achando que dinheiro dá em árvore ou adultos que não conseguem colocar a mão no bolso para pagar uma viagem, um jantar ou se divertir. É fazer escolhas e entender o equilíbrio.
Seiscentas escolas públicas e particulares do país estão ensinando como as crianças podem realizar seus sonhos sem se enrolarem com dívidas. Saber economizar é uma lição que agora também se aprende na escola. Foco? Meta? É a criançada aprendendo o vocabulário da educação financeira.
Quanto mais cedo se começa, mais rápido se descobre que toda essa história de economizar realmente dá certo e funciona. No ano passado, uma turma de alunos fez uma festa na escola com o dinheiro que eles economizaram. Neste ano, o sonho é diferente eles querem abrir uma empresa, empresa de brincadeira, mas tudo isso serve de ensinamento para toda uma vida.
"Hoje as crianças aprendem a importância do poupar, e não o poupar simplesmente para guardar dinheiro, mas o poupar para realizar sonho e eles aprendem que a gente tem que ter no mínimo três, um de curto, um de médio e um de longo prazo", explica Vera Oliveira, educadora financeira.

Vacina brasileira contra dengue encurta caminho para prevenção do zika vírus



O Instituto Butantan inicia nesta segunda-feira (22), no Hospital das Clínicas, em São Paulo, a última fase de testes da vacina contra a dengue. A vacina, desenvolvida no Brasil, tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue. Os resultados nas fases de teste anteriores já superaram as expectativas quanto à eficácia e segurança, se mostrando superior a outras vacinas já disponíveis ou em desenvolvimento. A experiência na criação desta vacina pode encurtar o desenvolvimento de uma para combater o vírus zika.
“Com a nossa experiência na vacina contra a dengue, teremos um avanço muito grande , poderemos mais rapidamente trabalharmos numa vacina contra a zika. Nós temos vários tipos de abordagem para a vacina de zika, que já iniciamos aqui, e também estamos trabalhando num soro para neutralizarmos o vírus antes de ele causar o dano na cabeça das crianças”, afirma o diretor do Instituto Butantan, professor doutor Jorge Kalil.
Por ser produzida com vírus vivos, geneticamente atenuados, a resposta imunológica tende a ser mais forte, mas sem potencial para provocar a doença. Ele destacou ainda a relevância de recursos disponibilizados pelos governos federal e estadual para pesquisa e desenvolvimento da vacina."Nós não só vamos resolver um problema brasileiro, mas um problema mundial porque tanto dengue como zika são reais ameaças à população mundial”, avalia.
Atende critérios ideais
A terceira e última fase de experimentação da vacina em humanos tem como objetivo comprovar definitivamente a eficácia do imunizante para combater a aquisição da dengue. O coordenador dos estudos no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Ésper Kallas, ressalta que a vacina brasileira atende os requisitos ideais.
“Qualquer vacina que preencha os critérios de ser uma vacina eficaz, que funcione muito bem, de forma duradoura, de preferência com dose única, que possa ser transportada pelo País inteiro, armazenada com facilidade, que seja de domínio dos brasileiros, é ideal. Acho que a vacina que testamos aqui chega muito próxima desses objetivos”.
Além da eficácia, o fato de a vacina ser em dose única (protege dos quatro tipos de vírus da dengue) é uma de suas grande vantagens. É possível ser aplicadas em todas as idades, inclusive em crianças. “Se a gente der uma dose só, é muito mais fácil proteger as pessoas do que, por exemplo, se tivesse ter que dar 3 doses separadas, porque a gente sabe que algumas dessas pessoas acabam não voltando para fazer a vacinação”, diz Kallas.